Tudo o que ela queria é que aquela mentira passageira fosse uma verdade duradoura e que a ausência do que não existia se tornasse uma realidade presente e constante em sua vida. Mas como assim não era, decidiu seguir em frente deixando muita coisa pra trás, sem sofrimento e sem arrependimento; pois como ela mesma dizia, um final é sempre sinônimo de um novo começo, e um novo começo é sempre uma nova oportunidade para ser feliz.

Quem é ela? Eu!

Viagem à África do Sul e as Drogas que não levei na barriga

*PRIMEIRO EPISÓDIO
     A saída de Búzios rumo ao Rio de Janeiro


Meu intinerário era o seguinte:
21 de novembro:
Sairia de Buzios 12:00pm
Passaria por Niterói para pegar meu passaporte na polícia federal (minhas coisas só dão certo quando são feitas em cima da hora)
Iria para o Rio de Janeiro pegar o primeiro voo as 10:00pm e chegaria 11:00pm em São Paulo.
22 de novembro:
Sairia 2:30am de São Paulo e chegaria 3:30pm (que no Brasil seria 11:30am) em Johanesburgo
4:55pm eu sairia de Johanesburgo e chegaria 06:05pm do dia 22, enfim, em Durban.

     O que aconteceu é que as coisas não saíram bem do jeitinho que foram programadas. Na verdade elas fugiram completamente do controle. Tudo que é imprevisto que vocês imaginarem, surgiu.
     Tudo já comecou em Búzios. Quando fui comprar minha passagem para o Rio, perguntei ao senhor que me vendeu o bilhete se eu poderia pegar o ônibus na parada próxima à minha casa e ele respondeu que sim. Mas quando chegou a hora e dei sinal para o ônibus parar, de cara vi o motorista resmungando e fazendo gestos. Ele desceu com uma raiva e falando horrores pra mim! Disse que eu tinha que ter ido pra rodoviária. Eu expliquei que o senhor que me vendeu o bilhete falou que eu poderia pegar ali mesmo onde eu estava. Então ele me perguntou:
     -Mas você falou que tinha mala?
     E eu:

   -Não, ele não me perguntou.
     O projeto de gente continuou insistindo que eu estava errada e que era eu quem deveria ter falado!
Eu já com os nervos à flor da pele, com a paciência do tamanho do órgão sexual de uma formiga, continuei perdendo o meu tempo:
     -Senhor, eu não trabalho na empresa. Sou passageira. Quando eu o perguntei se eu poderia pegar o ônibus aqui, ele deveria ter dito: -claro senhora, se a senhora não tiver mala, pode sim.
     Vocês acreditam que o infeliz continuou a viagem inistindo que estava certo e eu, errada?!
     Eu e esse meu problema de me incomodar com coisas pequenas.
    É Buzios!!! (mas no decorrer desta história vou me contradizer quanto a esta insinuacão da cidade dos lagos). 


     *SEGUNDO EPISÓDIO
     Primeiro voo: Rio-São Paulo


     Saí de Búzios meio dia do dia 21 de novembro e fui a Niterói pegar meu passaporte. (Brasileira, tudo em cima da hora). Graças a Deus, e ao banho de água de sal que eu tomei (já tava apelando por causa de tanta zica), deu tudo certo. Assim que cheguei na Delegacia da Polícia Federal já recebi meu passaporte. Enrolei um pouco na cidade até ir para o aeroporto Santos Dumont no Rio de onde sairia meu voo para São Paulo. Até aí tudo perfeito! O avião só saiu 10 horas da noite e chegou em São Paulo às 11. De acordo com o intinerário, eu teria que esperar até 1 da manhã para pegar o voo para Johanesburgo. Aí foi onde tudo começou (acho que o banho de sal perdeu o efeito, ou o tratamento pra mim, deve ser algo bem mais complexo).
     Na hora do chek in veio o banho de água fria. Eu toda empolgada pra viajar, entreguei meu passaporte, aí o rapaz me perguntou:
     -Você trouxe a carteira de vacinação?
     E eu com a cara mais espantada: -Não!
     -A senhora tomou a vacina contra a febre amarela?
     (E eu não podia nem mentir:) -Não!
     Vocês acreditam que esse rapaz me fez perder o voo? Tive que ir para um hotel (na verdade um motel porque era mais barato), para às 8 da manha do outro dia eu ir ao posto me vacinar, pegar a carteira de vacinação e depois pegar a internacional. Já que eu estava perdida mesmo, só pensei em esquecer o episódio e dormir. Peguei um táxi e fui rumo à minha noite solitária. Aí como se não bastasse, o taxista, aquele elemento desprovido de qualquer qualidade interessante pra mim, foi me azarando até o local. Eu na madrugada de São Paulo, em Guarulhos, sozinha com aquele projeto de pessoa ridícula... eu preferia ter sentido medo a ter sentido a raiva que eu senti do energúmeno.


     *TERCEIRO EPISÓDIO
     Segundo voo: São Paulo-Johanesburgo


Nove horas da manhã do dia 22 de novembro de 2011. Acordei em São Paulo com a corda toda. 
     Pensei:
     -Pronto! Acabaram os problemas. (Pobre de mim, nem imaginava que os problemas nem tinham começado ainda.)
     Saí do motel 11 da manhã, depois de 1hora naquela hidromassagem merecida. Fui direto ao posto de vacinação em Guarulhos, tomei a bendita vacina contra febre amarela e em seguida fui para o aeroporto. Na ANVISA peguei  a carteira internacional de vacinação e somente às 3 da tarde fui fazer o check in e O QUE ME ACONTECE??? ... mais um contratempo (apenas um susto).
     Na hora que coloquei minha mala na esteira, senta um policial da federal, sem farda e todo cheio de pose, num pequeno espaco (que nao é de sentar) entre a esteira e a atendente, olha meu passaporte e me chama para acompanhá-lo. Peguei minha mala e lá fui eu ser revistada. Mas até que ele foi bem simpático. 
   
*Dica para as mulheres: Atenção aos obejetos levados na mala para viagens internacionais. Se vocês forem como eu e não se incomodarem nem um pouco em expor (neste caso) a privacidade, ótimo, use e abuse dos produtos eróticos. Mas se vocês forem do tipo acanhada, envergonhada; nada de bolinhas, fantasias, obejetos obcenos de fetiche e etc. Porque eles olham tuuuuuudo minunciosamente.


     Enfim consegui viajar! 6 da noite de 22 de novembro embarquei rumo a Johanesburgo, toda feliz!!! Mal sabia, eu, que já estava bem perto do pior de tudo da viagem, acontecer.
    Meu voo foi bem tranquilo até pouco antes do pouso. Já estávamos bem abaixo das nuvens, já quase chegando ao solo, quando percebi um nevoeiro que me deixou (como dizia minha mãe) com o negócio que num cabia um cabelo. Eu fiquei imaginando como aquele piloto ia conseguir pousar com aquele nevoeiro todo. Mas deu tudo certo, graças a Deus e a todas as promessas que eu fiz. O pouso só não foi tranquilo na minha cabeça, no meu coração e nas minhas pernas...
     Quando aterrissamos pensei: 
     - Enfim, África!! 
     Realmente. Estava na África mas ainda não estava no meu destino final. E nem imaginava que agora que o bicho ia começar a pegar.
     Aí começou o maior constrangimento que já passei na minha vida. Hoje eu lembro e me desmancho em risadas do que eu aprontei, mas não desejo isso pra ninguém.

     *QUARTO EPISÓDIO
     Tudo começou no desentendimento ocular
    
      Quando eu pensei estar aliviada de tudo, começou meu martírio. Saí do avião e caminhei até a imigração. A Senhora da imigração olhou meu passaporte, olhou pra minha cara, e eu vi que ali já rolou um desentendimento ocular. Passei e fui pegar minhas malas. De cara dois elementos da polícia já encostaram e perguntaram quantas malas eu tinha e pediram pra ver o comprovante. Até aí tudo ok. Eu lá esperando e só observando o movimento da gangue policial. Juntaram-se todos a uns 50 metros de mim e não pararam de me olhar e cochichar. Ali já vi que alguma coisa ia acontecer mas não imaginava que a coisa ia ser tão grande como foi.
     Quando peguei minha mala e fui caminhando em direção ao check in para Durban, uma policial me abordou e pediu para eu acompanhá-la. Eu a acompanhei, ela abriu minha mala, olhou tudo minunciosamente (pense numas éguas curiosas!), só faltou ela estourar minhas bolinhas e querer saber como se usa toda aquela tralha que carrego comigo. Ligou a câmera, olhou minhas fotos super sedutoras... eu olhei pra ela e disse:
     "Biuriful", no!? O inglês lá do Ceará que ela entendeu como ninguém.
     Depois de olhar toda minha mala, ela e outra policial me colocou completamente nua numa sala. Presenciaram eu tirando cada peça de roupa, depois pediram para eu virar de costas (apreciaram meu belo bumbum, depois pediram para eu me virar de frente (apreciaram toda aquela extrutura física que Deus me presenteou e que elas morreram de inveja) e depois mandaram eu vestir a roupa. Até comentaram que eu tinha uma barriga, que pra elas, era perfeita. A sala era pequenininha. Se eu soubesse que isso tudo ia acontecer teria comido uns quatro ovos. Mas depois ela me pagou!!! rsrs
     Quando a policial ia me liberando, um elemento típico africano, no mínimo corno rescente (ensinei todos os policiais a pronunciar o novo nome dele: cornovéi!!), chamou o superior dele e cochichou alguma coisa que eu não tenho ideia. Tava difícil entender o inglês, imagina o inglês de africano, cochichado. Ah, eles ainda falavam o "lunga lunga" com medo de eu compreender alguma coisa. Porque aqui, eles, além de falarem um inglês africanizado, ainda falam uma língua que parece uns cachorros latindo. Você só entende as partes que diz: -auauauauauau!!!...

     OBS.: Dizem que na Africa há 11 línguas oficiais, dentre elas o Inglês britânico. A conclusão que eu tirei foi que, dessas 11 línguas, eles não sabem uma. Para não generalizar, alguns sabem alguma coisa. Nem eles mesmo entendem o que eles falam (devido a mistura de raca de africano com indiano). Imagina eu?!  
     75% da população aqui, é negra. E pela experiência que eu tive, posso até estar enganada, eles são muito preconceituosos em relação a outras raças. E eu, infelismente, já não era muito fã da minha raça, agora fiquei traumatizada.   
     É raro encontrar alguém branco no aeroporto, na polícia e também nos cargos altos (pelo menos na polícia).
    
" Eu me auto declarei bandida"


     O superior deles me chamou na sala e começou a fazer perguntas. Eu já estava agoniada sem saber o que estava acontecendo; em um país que não era o meu, rodeada de policiais que eu não entendia nada do que falavam. Pior que o elemento achava que eu compreendia inglês, mas eu mal sei falar pouca coisa, querer que eu além de falar ainda compreenda o que eles dizem já eh demais!!!
    Já era quase 11 horas e estava chegando a hora do meu voo para Durban. O elemento perguntou de onde eu vinha, pra onde eu ia, quantos anos eu tinha, o que eu fazia, quem comprou minha passagem, onde eu ia ficar, com quem... Só perguntas que aos poucos ia me comprometendo porque em nenhum momento eu menti. Quando eu falei então que quem comprou a passagem tinha sido meu namorado e que ele estava me esperando, ai as perguntas foram se ampliando. Quem é seu namorado, o que ele faz em Durban, em que ele trabalha?... O que me deixou mais indignada foi quando ele perguntou se meu namorado era branco ou preto. Nunca vi uns pretos tão preconceituosos como esses da África. Que importava se meu namorado era branco ou preto ou amarelo...
     Só sei que eu pensei:

     - Já que eles vão me lascar, então que o faça de uma vez. Falei que meu namorado era loiro de olhos azuis e italiano. Pronto! Falei!! kkkkkkkk
    
Com toda esta afirmação eu me auto declarei bandida!!!
     A nossa comunicação estava muito difícil. Eles entendiam tudo que eu falava mas eu nao entendia quase nada que eles perguntavam. Depois de passar quase duas horas implorando para o elemento usar o tradutor do google, ele usou já no final da conversa. Já era tarde!! Já tinha perdido mais de duas horas só ali naquela sala.
     Depois de um bom tempo respondendo as mesmas perguntas, ele me permitiu ligar para meu namorado que já estava ficando mais careca do que já é, de tanta preocupação. A policial pediu para falar com ele...
    
     Eu cheguei à conclusão que, realmente, em termos de incompetência, pelo menos na área policial, a África é a cópia do Brasil, mais especificamente, uma cidade chamada Armação dos Búzios no Rio de Janeiro.

      Ela pegou o telefone e comecou a fazer as mesmas perguntas que tinha feito a mim. Até aí tudo bem. Ela tinha que confirmar se o que eu estava dizendo era verdade. Mas pegar um telefone e comecar:
     -Quem é você? O que você faz? Por que você está aí?...

Ela fez igual a um fiscal da prefeitura de Búzios que um dia chegou até mim (como quem surge do nada) e perguntou:
     -Ei, você tem autorização pra panfletar? (eu trabalhava em um restaurante e estava fazendo divulgação)
     Eu olhei para ele e o ignorei completamente, como se tivesse sido uma mosca que tirou minha atenção por dois segundos. Um cara sem uniforme, sem indentificação, ignorante e mal educado, pra mim é um Zé ninguém.

Senhores, quando se estar trabalhando, é bom manter a educação ou inventar que tem. É bom se especializar, seja lá em qual área se vai trabalhar, para não ser chamado de incompetente e com razão.
Não é assim que se aborda uma pessoa, quando se está em função do trabalho, nem pessoalmente e muito menos por telefone. Primeiro você precisa se identificar, pois ninguém anda com uma bola de cristal do lado pra advinhar se a pessoa a quem se fala é policial, fiscal, gari, dançarino, cozinheiro. Ninguém tem obrigação de dar satisfacao da vida pra qualquer um e se você não se indentifica, desculpe-me, mas você passa a ser qualquer um. Cumprimentar (bom dia, boa tarde, boa noite) não arranca pedaço. Deixar a pessoa a par da situação é necessário.  

Por que os incompetentes me perseguem???

     Depois de enrolar mais de 5 horas com perguntas inúteis, que não iam levá-lo a lugar algum, o Senhor (novinho e bonito, ele!!! 32 anos no máximo) mandou eu esperar porque ia chegar uma equipe de policial para me levar para o hospital para fazer raio x. Acreditem ou não, cheguei em Joanesburgo 7:30 da manhã, a polícia me enrolou até mais de meio dia com  atitudes inúteis e incompetenes e só me levou para fazer este raio x 1:00 da tarde. Meu voo era 13:30.

 A conclusão que eu tirei da policia daqui é que é tão incompetente quanto a do Brasil. Queria não generalizar. Pronto! Desabafei! O cara tinha meu passaporte, internet, meu intinerário, trabalhava na polícia (que acredito que seja a federal daqui) e me fazendo perguntas que ele tinha todas as respostas. Desculpem-me a expressão, mas, Puta que pariu! Querem que eu chame isso de competência? O elemento ficou mais de uma hora tentando decifrar o que eu dizia e tentando fazer com que eu entendesse aquele inglês africanizado, podendo facilitar o trabalho e usar o computador com internet que estava na frente dele. Isso é competência?

     "Tentando escapar do RAIO X"


Pra tentar escapar desse raio x e não perder o voo e me vingar daquela policial, eu falei que eu precisava ir ao banheiro. Eu tinha comido muito no avião e estava do jeito que eu queria. A policial foi comigo. Eu perguntei se ela ia ficar olhando! E ela só balançava a cabeça. Aí eu falei (em português, claro, só pra desabafar em voz alta): Então eguavéa, agora tu me paga!! E ela ria e balançava a cabeça.
    Falei logo: - Espere trinta minutos. Eu soltei só um pra ela cheirar e segurei o resto. Fiquei mais ou menos uns 25 minutos dentro daquele banheiro minúsculo. Só saí quando ela tava ficando branca. Ainda perguntei, em inglês e gestos, se ela não queria chamar os amigos de trabalho pra cheirar junto com ela)!! A égua só ria!! Quando eu terminei minha obra de arte, que eu joguei o papel higiênico no lixo que estava colado com o aparelho sanitário, ela perguntou onde eu tinha jogado o papel.
     Aí eu disse: 
     -Aqui!
     Essa mulher riu tanto, mas tanto... eu nao entendi. Ela disse que aquilo não era de jogar papel. Eu tinha que me levantar e ir jogar lá no lixo que estava na pia. Eu percebi que as pessoas aqui, gostam de complicar as coisas, torná-las bem mais difíceis!! Pior que todos os banheiros são como aquele. O que será aquilo ao lado da privada??? Eu prefiro nem saber. Continuo jogando!
      Ah... esqueci de falar! O elemento africano superior, achava que eu estava envolvida em algum esquema de drogas. Mas com certeza ele imaginava que era coisa grande. Ele olhou meus braços, perguntou se eu usava drogas, se meu namorado usava drogas (como se nós fôssemos falar se nós usássemos: -Sim senhor, nós usamos. Mas gostamos daquelas bem forte e num tem marca nos meus braços porque eu coloco de um jeito especial. Eu uso crack, êxtase e uma nova que saiu aí e eu vim buscar aqui na África.)
     É cada uma, viu?! Meu negócio é prático. Perder tempo com coisas que não levam a lugar nenhum... Me pareceu a polícia buziana procurando drogas em um bairro chamado cem bracas.
    
     Um dia, em plena uma hora da tarde, eu e uma amiga fomos à praia. Eu estava com meu filho de 1 ano nos braços quando nós entramos em uma rua  sem saida (onde mora a babá de meu nenê) e cinco policiais medonhamente armados, entre eles um negão que parecia  "The Rock" do filme Bem-Vindos À Selva, saíram de dentro de uma blazer e nos abordaram. Pediram para ver nossas bolsas, pediram desculpas e explicaram que estavam fazendo aquilo porque quem estava levando as drogas para o bairro eram as mulheres.  
     Agora eu pergunto:
     -Se são as mulheres, então por que nao andam com uma policial feminino dentro da viatura? Estão subestimando minha inteligência, a nossa inteligência? Por acaso acham que se eu fosse transportar drogas, iria colocar dentro da bolsa tendo tantos outros lugares mais interessantes onde eles, sendo policiais homens, não poderiam revistar?!?
     E onde ficam as policiais? Eu respondo:
     - Fazendo ronda (a pé) acompanhadas de outros policiais na "rua das pedras" (uma rua muito famosa na cidade de Buzios). Traduzindo isso: 
     Caminhando ao compasso dos ventos, esbanjando beleza na rua das pedras..
     
     Querem mostrar trabalho mas um trabalho incompetente. Isso é a mesma coisa que defecar e não limpar a bunda. E depois meus amigos dizem que eu sou estressada e gosto de falar demais... isso é ou nao é incompetência??? Pior que não é só no Brasil.

     Só não vou dizer que fui ao banheiro inutilmente porque eu sei que aquela policial nunca vai esquecer da minha cara. 
     
     " Hora do RAIO X para ver as drogas na minha barriga"
    
        Depois de mais de duas horas esperando, chegaram os policiais que iam me levar para o hospital. Eles olhavam pra mim, olhavam pra minha barriga (depois de eu ter feito a obra de arte no banheiro)... e eu já estava perdida mesmo, olhava pra eles com cara de deboche, cara de quem achava que eles eram um bando de incompetentes.
     Perdi meu voo de 13:30 e eles falaram que eu nao me preocupasse com isso porque eu viajaria 2, ou 3, ou 4...  
     E eu: 
     -Otimo! O importante é eu viajar. 
     E tudo que eles diziam era: 
     - Não se preocupe!!
     Mas como não me preocupar me dando com um bando de incompetentes?? (Mais à frente vocês verão que eu tinha razão).
     Um dos policiais, o que fez o superior deles me segurar naquele lugar, pegou minha passagem e foi resolver a respeito do horário do voo. Voltou depois de mais de uma hora dizendo que estava tudo ok! (lembrem que eu falei que não dava pra confiar nesse bando de incompetentes!)
     Percebi que os policiais que foram me buscar estavam comentando a respeito das drogas que supostamente estavam em minha barriga. (Vou postar uma foto minha de biquini para vocês verem minha barriga invejável) Eles olhavam, balançavam a cabeça e não queriam me levar. Eles acreditavam  que, o cara que eu não sei o que ele é na policia, estava errado. Mas isso era uma questão de lógica, né!?! Mas depois que eu fiquei todo aquele tempo esperando, depois que até eu já estava convencida de que havia cápsulas de drogas no meu estômago, gritei e em inglês do ceará:
     Agora eu vou. Levantei e disse: Vamos! Vamos! Eu esperei todo esse tempo, agora eu vou!
     Eles pediram para eu me acalmar e me sentar. Eles compreenderam a minha raiva. Eles sabiam que estavam fazendo papel de trouxas.
     Enfim me levaram. Pior, junto com um cubano que também não tinha nada naquele buchão.
     Voltei para o aeroporto quase duas horas depois. Sem drogas na barriga!! A policial que revistou minha bolsa, cheirou meus restos fecais e apreciou meu corpo nu, me acompanhou até o chekin para Durban junto do policial (o cornovéi) que me fez ficar ali até aquele instante.


     *QUINTO EPISÓDIO
     Mais um problema antes de viajar para Durban


     Quando chego ao chekin, pra fechar com chave de ouro, mais um problema. A senhora no balcão me entrega um papel dizendo que eu tinha que pagar 500 dolares para pegar outro voo. Aí doeu! Nem se fosse rands eu pagaria. Se eu soubesse falar inglês aqueles policiais teriam passado vergonha e eu teria sido presa. Fiquei tão nervosa de raiva daquele incompetente que saiu com minha passagem dizendo que tinha resolvido e que estava tudo certo, que comecei a misturar inglês com português. Mais indignada fiquei quando os dois: a policial e o cornovéi, olharam o papel, olharam pra mim e disseram gesticulando que eu tinha que pagar. Eu  meti o dedão na cara deles e disse:
     -Vocês pagam. Isso não é poblema meu. É problema da polícia! Estava tão nervosa que, ao invés de falar eu não pago um real, eu falei, eu não pago um dinheiro! rs Os dois tremeram porque sabiam que tinha sido erro deles. Aí eu senti na pele o quanto dói quando a incompetência e a desorganização dos outros afetam a gente.
    
     Saí de casa meio-dia do dia 21 e já era dia 23 e eu estava ali com fome, suja, cansada... se eu fosse uma mulher bomba aqueles policiais estariam perdidos futuramente.

     A policial ligou para o superior para falar a situação e ele mandou esperar. Esperei 50 minutos e nada. Ninguém apareceu. Mas é óbvio que não. Quem ia querer responder por aquela incompetência? Comecei a insistir para ela ligar outra vez mas senti que ela tava meio receiosa sem saber o que fazer, e o policial que nos acompanhava era a inutilidade em forma de africano. Eu pedi que ela me levasse até o superior do superior dela. Ela, depois de muito eu insistir, foi a um dos postos policiais que tem dentro do aeroporto. Mas lá não era o lugar que eu ia encontrar o homem que era "O cara"! Acho que ela estava tentando de todas as formas não ter que ir até ele. Esta policial rodou comigo pra cima e pra baixo esse aeroporto que deve ser 5 vezes maior que o de Guarulhos. Meu Deus! Como eu andei! Chegava em um esritório, mandavam para outro; chegava em outro, mandavam para outro. Eu falei pra ela que eu não iria mais para lugar nenhum, queria falar com o chefe de todos os chefes. Quando ela viu que não tinha jeito, foi até o Senhor que eu acho que é o manda-chuva. Ele ficava numa área reservada do aeroporto, onde ficam as drogas e tudo que é apreendido e onde ficam os delinquentes antes de ir pra cadeia. Mas eu estava ali porque eu queria o meu direito de viajar.
    Este senhor, acho que o inglês dele era pior que o meu, mas foi ele quem resolveu o problema que a polícia criou. Eu já estava agoniada depois de 20 minutos somente ouvindo aquele povo misturando inglês com aquela língua de cachorro doido (africanês). Eu chorei de tanta raiva e cansaso. Falei pra ele, do meu jeito, o que tinha  acontecido e perguntei a ele se eu estava errada. Insisti na pergunta e ele não me respondia. Fingia que não entendia. E eu perguntava a policial se ela estava entendendo o que eu falava e ela dizia que sim. 
    Ele fez algumas ligações, pediu que eu esperasse um pouco que eu já estava indo viajar. E eu falava:
     - Mas quero viajar agora, não mais tarde!
     E ele:
     -Mas voce vai viajar agora, se não for pela companhia a polícia vai levar. 
     E eu doidinha pra baixar em Durban no helicóptero da polícia!!! rsrs Já pensou? Mas a companhia me levou e estragou minha expectativa! 


     Saí de Johanesburgo 16:00h e cheguei em Durbam 17:00h. Apesar de tudo, enfim, Durban! Demorei mas cheguei.
     Meu amor me esperava, já desesperado, com um buque de flores na mão, cheio de amor e carinho para me dar. É! Valeu a experiência. Estou me esforçando para aprender a ouvir em inglês.
     Agora estou aproveitando o que há de melhor em Durban. Espero ter boas histórias pra contar de Cape town no final de semana.
                                         
                                                               DURBAN


Condomínio em Durban, onde passamos um mês inesquecível


Patrick e Eu comemorando a minha chegada
 Não tem como descrever o mês de novembro de 2011. Obrigada, meu amor, por tudo. Espero que tenhamos aprendido muito mais de nós dois como um. Conviver com suas qualidades e  descobrir os seus defeitos, e vice-versa, foi imprescindível para que demos continuidade aos nossos planos. Resumindo, o que tenho a dizer sobre você, é que você é um homem maravilhoso. A sua atenção,  carinho e respeito para comigo, a sua convivência com sua família, a dedicação aos seus pais e irmão, tudo isso formou um conjunto de coisas que me cativou mais ainda.Seus defeitos são apenas um brinde...
 Um videokê em Durban: Aúnica coisa que fecha depois das 11:00 pm, fora as boites final de semana.
Uma Terça bem divertida.
 Patrick e ... (o nome desse rapaz é muito complicado)... Essa foi uma terça muito boa. Mais uma vez, obrigada por tudo, meu amor. Espero que você tenha gostado tanto quanto eu.
 Dizem que: "quem canta seus males espanta"
espero que eu não tenha espantado o povo também. 

Essa foto foi no Uhblothi perto do condomínio.
Gostei da arquitetura da África!
 USHAKA!!!
Amei este lugar. Muito simpático. Sem falar na diversidade de coisas que tem lá. Pena que tudo fecha tão cedo.





Amor, não tinha uma pose melhor?? rsrsrs
Ushaka

Por incrível que pareça, esta é a entrada de um restaurante, o que eu mais gostei. Dentro, no salão onde ficam as mesas, tem um enorme aquário com enormes tubarões.
 Aqui, é a parte de cima da embarcação. Eles mantiveram este aspecto rústico que dá a impressão de estar entrando em um navio naufragado.

 Lá embaixo, do tamanho que é o salão, é o aquário! Um lugar bem diferente! E o mais importante:  -Pratos maravilhosos! Foi um dos poucos restaurantes que fui e gostei realmente.







Meu amor, triste de fome, esperando seu pedido!!

  Eu não estou triste de fome porque eu me decepcionei tanto com restaurantes que quando Patrick falava: vamos jantar fora!, pra mim era um martírio. Então, comia o suficiente em casa, porque se a comida fosse mais uma vez apimentada, eu não iria ficar com fome. Mas esse foi um dos poucos restaurantes que o garçon entendia o que era um prato sem pimenta e sem qualquer coisa que fosse picante.







Este é meu surfista preferido!!
Amor, três meses em Durban você vai ficar o melhor surfista do mundo!


Aí quando você for o melhor surfista do mundo você não vai nem se incomodar com essa graxa preta que colou em seu corpo. e não vai desistir de entrar no mar só por causa disso!!
Amor, que tatuagem linda!!!
Esse é um dos macacos que ficavam rondando o nosso ap. Mas eu não gostava dele porque ele era muito folgado! Dá pra perceber, né?
Essa macaquinha e seus filhotinhos





Shoppiong Gatwey

Shopping Gatwey

Shopping Gatwey




Meu amor se achando a última bolachinha do pacote com este relógio que ele comprou em Ushaca pelo preço de um relógio de plásgtico de NY.

Esse foi um dia bem legal. Passamos em Ushaca na hora certa. Na hora de ver a cultura se manifestando na nossa frente. 
Esses mocinhos que iam se apresentar eram muito simpáticos. Me assustei quando eu pedi para tirar uma foto deles. Eles saíram correndo e em três segundos se jogaram no chão e se posicionaram para a foto.
Eu e Patrick tentando achar um restaurante com música aberto às 10:00 pm. Isso em Durban é praticamente impossível. Se alguém souber deixa a dica do local porque um mês lá, o único local que achei que fechava meia noite nas terças era o videokê:







Amor, eu sei que me saí uma ótima esposa. Qual a mulher que vai acordar 6 da manhã pra acompanhar seu marido na picina antes dele ir trabalhar para que ele não se sinta sozinho? Acho que só eu!!

O que a gente não faz por amor?!


6:00 da manhã acompanhando meu amor a um banho de picina.


É um bom restaurante. Assim o povo diz. Eu, não dei sorte, não naquele dia. Mas indico.
















Esse foi o melhor restaurante de Durban que fui. Amei a comida, o atendimento, o aspécto bem rústico do local, inclusive o aquário com aqueles tubarões enormes. Localizado em USHAKA.

Esse lugar é ótimo, à noite para adultos e de dia para crianças. Apesar que de dia os adultos também se divertem. Porque além da área infantil tem muitas lojas e restaurantes.
Esse restaurante à noite é um ótimo lugar pra namorar. Pena que fecha tão cedo.
USHAKA
USHAKA
USHAKA
Esse lugar é legal pra jogar com a galera.




Saindo de Ushaka recusei o taxi. Só assim pra conhercer Durban. Peguei o busão!!

Como eu andei de ônibus esse dia. Enquanto meu amor trabalhava eu peguei um ônibus e fui rodar na cidade.
DURBAN de  verdade.




Esse salão é muitoengraçado. Tem maisou menos 10 barracas dessas uma ao lado da outra.
Depois de um dia rodando em Durban sem rumo cheguei ao shopping Gatwey
Cinema da Gatwey
A feirinha de artesanato da Gatwey



Sempre que ia a Gatwey descobria um novo ambiente. Quando eu pensava que já tinha visto todo o shopping quando eu voltava sempre descobria uma coisa nova.



Eu lá no salão do Alex, um cabeleireiro e tanto. Indico. Vale a pena!
Olhem o resultado!!!