Tudo o que ela queria é que aquela mentira passageira fosse uma verdade duradoura e que a ausência do que não existia se tornasse uma realidade presente e constante em sua vida. Mas como assim não era, decidiu seguir em frente deixando muita coisa pra trás, sem sofrimento e sem arrependimento; pois como ela mesma dizia, um final é sempre sinônimo de um novo começo, e um novo começo é sempre uma nova oportunidade para ser feliz.

Quem é ela? Eu!

Conto: Surpresas da morte

        Seu João era um senhor com 75 anos de idade. Interiormente jovem, não desistira de seu sonho de infância: Voar! Não perdia um campeonato de para quedas, asa delta ou coisa parecida.
        Seus familiares o recriminavam; além de acharem os esporte perigoso, alegavam que seu estado de saúde não o permitia mais a emoção de certas aventuras. Mas todo conselho foi em vão.
        Chegou o dia de seu voo, que, por acaso, foi o dia de sua morte.
        Tudo saiu perfeito como ninguém imaginou. O sonho do jovem velho foi realizado.
        À noite, na hora do jantar, quando todos comentavam a façanha do velho, ele morria engasgado com um caroço de azeitona.