Tudo o que ela queria é que aquela mentira passageira fosse uma verdade duradoura e que a ausência do que não existia se tornasse uma realidade presente e constante em sua vida. Mas como assim não era, decidiu seguir em frente deixando muita coisa pra trás, sem sofrimento e sem arrependimento; pois como ela mesma dizia, um final é sempre sinônimo de um novo começo, e um novo começo é sempre uma nova oportunidade para ser feliz.

Quem é ela? Eu!

segunda-feira, 16 de junho de 2014

MEU CONCEITO DE AMOR

Tem cada besteira que eu escuto na vida que eu fico tão horrorizada e fixada no que foi dito que eu esqueço quem disse. Lembro de alguém me dizendo que aquilo que meu ex sentia e sente por mim não é amor. É qualquer coisa, menos amor! Nunca esqueci disso. Aí eu fiquei um bom tempo refletindo, não em dúvida da minha certeza, mas com um sentimento de pena por aquelas pessoas que ainda não descobriram o que é amor, ou que acham que amor é apenas o que elas vivem (mesmo apanhando, mesmo sem atenção, sem carinho...) Ontem ganhei alguns livros de Clarice Lispector. É minha escritora preferida. O argumento de que me identifico com ela é meio que clichê, já que quase todo mundo se identifica com ela. Na verdade o único livro completo que li dela foi "A hora da Estrela". O que a maioria conhece de Clarice são apenas fragmentos. Enfim, sabem por que e de quem ganhei esses livros? Amigos, acertaram! De Patrick, porque ele me ama! Um dia, em uma de nossas conversas, eu falei para ele do que eu precisava para ser feliz. Entre os elementos da listagem estava "livros". Ele até hoje sabe cada coisa que eu disse. Esse ano ele disse que queria me dar todos os livros da Clarice Lispector no meu aniversário. Eu falei que três bastavam. Ele pediu minha ajuda para encontrar mas estavam todos tão caros! E ontem eu fui ao odontologista e no caminho dei de cara com uma feirinha do livro em Cabo Frio. Resultado: Comprei, para ele me dar, 4 livros da Clarice.
Amor... é o interesse da pessoa nas coisas que te interessam. É o prazer em te ver feliz e fazer de tudo pra que você se sinta feliz. Não é uma atitude de vez enquanto, é constante. De vez enquando tem que ser outras coisas: brigas, ciúmes, enchimento de saco... amor tem que ser no cotidiano. É fazer o que o outro gosta só pra agradar. É ligar todos os dias e dizer: Eu não quero saber com quem você está, nem onde e nem fazendo o quê; quero apenas saber se você está bem. Até porque não sou mais seu namorado, sou o ex. É ouvir da pessoa todos os dias: eu estou aqui, não esqueça, qualquer hora que você precisar, o que você precisar. Eu não entendo esse amor que bate, que não confia, que não quer tá junto, que não cuida, que não liga, que não procura... e olha que eu sou tão seca! Tá difícil encontrar alguém com esse meu conceito de amor.

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