Tudo o que ela queria é que aquela mentira passageira fosse uma verdade duradoura e que a ausência do que não existia se tornasse uma realidade presente e constante em sua vida. Mas como assim não era, decidiu seguir em frente deixando muita coisa pra trás, sem sofrimento e sem arrependimento; pois como ela mesma dizia, um final é sempre sinônimo de um novo começo, e um novo começo é sempre uma nova oportunidade para ser feliz.

Quem é ela? Eu!

quarta-feira, 28 de março de 2012

DEPOIS DE VOCÊ OS OUTROS SÃO OS OUTROS E SÓ

          Todos nós, principalmente do sexo feminino, temos uma história de amor para contar. Uma é modéstia, temos várias! Todos já sofremos algum dia por esse sentimento inevitável que parece trazer mais tristeza do que alegria. Todos temos um coração nômade decepcionado e cheio de esperança. A esperança de que um dia ele deixará de ser nômade. Uma frase que exemplificava perfeitamente o meu estado amoroso era a seguinte: Estou sempre apaixonada, mas nunca é pela mesma pessoa. 
Mas o que é o amor??

15 anos:
Meu primeiro amor, o inesquecível Geraldinho. Até hoje os amigos lembram daquele amor louco.
Eu e Karine (uma amiga da época da escola) discutimos esses dias porque ela não se conforma que Geraldinho era e ainda é a cara do Paulo Ricardo. 

 "Eu sei que pra você eu fui apenas mais uma
enquanto você pra mim foi o primeiro, talvez o último.
O meu beijo, comparado a tantos, pra você não tinha nem sabor
O teu, comparado ao de ninguém, pra mim tinha gosto de amor

O meu beijo entre tantos ficou perdido
O teu pra mim foi inesquecível.

Em um ano e poucos meses que eu te amo
você me fez feliz 15 minutos
Em quatorze anos de existência
aqueles foram os quinze minutos mais felizes da minha vida.

Foram 15 minutos me alimentando de teu beijo
15 minutos sentindo teu calor
15 minutos matando meu desejo
15 minutos num sonho de amor.

Os  quinze minutos mais felizes da minha vida
foi você quem proporcionou

Pra você ter noção de como eu fui feliz...
...eu trocaria a eternidade longe de ti
por aqueles 15 minutos ao teu lado, nos teus braços.
A eternidade... por apenas 15 minutos
           Só 15 minutos!!! "

          Para o Geraldinho eu não escrevi uma poesia, eu escrevi um livro.
          A adolescência passou, o Geraldinho passou e começou a dar espaço a novos amores. Veio o Vandinho. A sensação que eu tinha ao vê-lo era um pouco diferente do que eu sentia pelo Geraldinho. Ai o Vandim!!! Vandim era indeciso entre eu e uma menina chamada Suelen. Acabou casando e tendo uma filhinha linda com Amanda. História engraçada! Parece a "Quadrilha" de Carlos Drumont de Andrade.
          Na era do Maninho eu já estava mais mocinha, mais safadinha, mais... Esse investiu na tora do cabaço mas nada conseguiu. Aí veio o Berval, 35 anos e eu 18, adorava aquela diferença de idade. Depois veio o Sérgio, cachorro, que mantínhamos um relacionamento aberto e engraçado. E aos poucos eu fui aprendendo a diferenciar os sentimentos. Mas confesso que até hoje continuo enrolada com eles.
A minha lista foi se intensificando depois que eu passei a frequentar vaquejadas. Como eu namorei!!! Que saudade dos velhos tempos, da turma de gatos da mineirolândia, do Aderaldo... Aderaldo era um escândalo de beleza. Mas eu não cheguei a me apaixonar, apesar de todos os dias ficar mais de 30 minutos conversando com ele por telefone. Eu era apenas encantada com tanta beleza.
          Minha mãe morreu e eu fiquei carente. Muito carente!!! Em Fortaleza me diverti com Zhouyu. Gostava da simplicidade dele. Estar no apartamento dele, na praia do futuro, em frente a croco beach era espetacular, mas o que me cativou era ele estar no meu singelo kitinet, por livre e espontânea vontade. Ele chegava naquele pajero chamando atenção de toda vizinhança que achava que eu fazia programa (eu virgem), e gritava: Berreca! Berreca! Eu descia a escadaria, abria o portão, ele entrava, abria a geladeira, pegava um ovo e cozinhava. Enquanto isso deitava na rede e eu estudava. 9 meses de chove e não molha com Zhouyu, 32 anos e eu 20. Mudei pra beira mar, conheci o irmão do dono da pousada onde eu morava, Giovani, e ficamos um bom tempo. Eu sentia que ele realmente gostava de mim, mas o mesmo eu não sentia por ele. Caí fora no dia que ele me ofereceu um apartamento mobiliado na parangaba e disse que se eu quisesse apenas estudar, eu apenas estudaria. Ele ficaria morando com a mãe dele que era idosa e comigo. Eu corri quando vi minha liberdade a um passo da prisão. Nesse meio tempo decidi torar meu cabaço. Pensei em contratar um gogoboy mas lembrei do meu vizinho Lima, 35 anos, gente fina, me dava muito bem com ele. De vez enquando dava uns amaço mas era coisa sem objetivo. Um certo dia estava tomando banho e pensei: 21 anos. Já chega! Vou torar esse cabaço hoje. Peguei uma toalha, me enrolei e bati na porta de Lima. Ele abriu a porta, olhou pra mim e disse: Fala nêga! E eu séria, olhando bem nos olhos dele disse: Tá afim de torar um cabaço? Ele ficou meio sem jeito, perguntou se eu tinha certeza e foi. Foi perfeito! Tenho ótimas lembranças daquele fim de tarde. A primeira vez tem que ser sexo. Da segunda em diante é amor.  Depois conheci o Geovani, um garçon muito bonitinho, mas um moleque, estilo o que hoje eu nem ao menos olho; eu sofri por Giovani. Morávamos na mesma pousada. Fui embora para esquecê-lo. Cheguei em Juiz de fora e o esqueci com Marcelo. Esse foi amor. Amor desses que faz a gente perder a cabeça. Que faz a gente fazer loucura. Enfim, fui embora pra São Bernardo pra esquecer Marcelo e me apaixonei por "ELE" e não esqueci o Marcelo. Fiquei perdida!! "ELE" era um homem de verdade mas casado. Foi a minha perdição. Os meus pecados reunidos de uma única vez. Era amor!! Sofri, chorei, fui feliz e decidi por um fim. Ninguém constrói uma família destruindo outra. Fui embora para esquecê-lo. Virou rotina essa história de ir embora para esquecer. Cheguei em Búzios não me apaixonei mas tentei me envolver com alguém pra esquecer ELE. Tive um filho: Miguel Arthur! Minha produção independente. O nêgo mais safado e mais gato do mundo!! Me abstive de relacionamentos por 1 ano e 4 meses. Quando conheci Leandro. Ele se infiltrou na minha vida e em três meses conseguiu me tirar da minha abstinência. Me cativou, deu atenção, cuidou de mim... e quando conseguiu o que queria se afastou. Eu chorei, sofri... Aos poucos ele foi sumindo da minha vida até que eu pus um fim. Mas não desisti. O que eu sentia por ele era algo inexplicável. Ele me conquistou. Eu tinha necessidade da presença dele, mas ele não queria mais me dar atenção. Eu fui fiel 9 meses a um relacionamento que nunca existiu. Até que dei um basta! Em uma semana eu estava nos braços de outro. O outro!!! O que eu senti por esse outro não foi nada demais, até porque eu estava saindo de um relacionamento que nunca existiu que me deixou arrasada, decepcionada, desiludida... Mas eu fiz um trato comigo, que eu não ia desistir e dei a oportunidade ao outro. O outro também eu não tinha muita empolgação. Era apenas um momento passageiro, afinal, ele só tinha mais três dias no país e ia voltar para NY onde ele morava. E sem muitas intenções decidi ficar com ele. Saímos junto com um amigo que o acompanhava na viagem. Cantamos, jantamos, nos beijamos e ponto. A história era pra terminar aí. Mas contrariando o óbvio, contrariando as expectativas, contrariando as possibilidades... eu aceitei o convite de ficar mais um dia com ele, antes dele viajar, no rio de janeiro. Conheci-o no meu trabalho em uma segunda, saímos numa terça e viajamos numa quarta; foi a maior loucura que eu já fiz na minha vida. Quando acabou o terceiro dia, não acabou; ficou uma promessa suspensa no ar de seu regresso simplesmente para me ver. E ficamos dois meses nos falando todos os dias pelo Skype. A promessa foi cumprida e ele veio passar apenas 5 dias comigo em Búzios. Inacreditável mas aconteceu! Mais dois meses nos falando apenas por skype e telefone. Já estávamos íntimos. Patrick já não era mais um desconhecido. Era meu namorado apaixonado. Me alimentou de declarações e ações.  Depois de dois meses de sua última vinda ao Brasil, nos encontramos em Fortaleza. 12 dias dividido entre fortaleza e canoa quebrada. Percebi o porquê fui fiel todo esse tempo. Porque eu estava me apaixonando. Cada um para o seu lugar e três meses depois nos encontramos na África. Ele me levou pra passar um mês com ele em Durban. Foi inesquecível. Parei de escrever. Ele colocou em dúvida todo o amor que eu senti dos meus 15 aos 25 anos. Hoje eu sinto algo que eu nunca senti na minha vida e não sei explicar. Ele me faz feliz, ele me entende, ele confia em mim, faz coisas que nenhuma outra pessoa faria por mim e por meu filho. Ele se preocupa, resolve meus problemas, me ajuda a viver, me dá opções de caminhos quando eu não sei pra onde ir, ele se faz presente na minha vida a cada segundo mesmo com toda a distância que há entre nós. Às vezes eu tenho medo de tanta felicidade. Ele parece não existir. Todos os outros tem algo em comum, ele é diferente. É carinhoso, amoroso, preocupado comigo. Hoje eu sei o que é amor. E se um dia isso acabar, eu terei essa lembrança de amor.
Acho que devemos rever os nossos conceitos de amor. Amor incondicional é somente de pai, mãe e filho e olhe lá.
Como se ama alguém que nos despreza ou não faz tanta questão da nossa presença? Como querer alguém que não quer a gente? Como cresce um amor que não é alimentado, que não é cultivado?
Vamos rever o nosso conceito de amor.

Meu coração não é mais nômade. Meu coração é seu, Patrick Amori.

3 comentários:

  1. Li tudo, e tenho que comentar!!!! Lembro de alguns amores seus, só alguns, porque mal deu tempo a gente se conhecer, e você foi embora. Só digo uma coisa, ouvi muitas dessas estórias por telefone, horas e horas!!!!

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  2. conheço muito bem essa historia sou apenas uma coadjuvante dela esse bonaparte conheço melhor ainda só não esquece que tudo tem um preço .... tudo que vai volta seja bem seja mau ......

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