Tudo o que ela queria é que aquela mentira passageira fosse uma verdade duradoura e que a ausência do que não existia se tornasse uma realidade presente e constante em sua vida. Mas como assim não era, decidiu seguir em frente deixando muita coisa pra trás, sem sofrimento e sem arrependimento; pois como ela mesma dizia, um final é sempre sinônimo de um novo começo, e um novo começo é sempre uma nova oportunidade para ser feliz.

Quem é ela? Eu!

domingo, 17 de junho de 2012

MEU JEITO PECULIAR DE SOFRER

Eu tinha uma forma bem peculiar de sofrer; geralmente era dia de Domingo à tarde (nunca fui muito fã do Domingo). Eu comprava uma garrafa de vinho, ligava o computador, abria meu arquivo de fotos e músicas e começava a seção: olhando fotos antigas (relembrando tudo o que vivi de bom), ao mesmo tempo em que eu ouvia uma música que marcou aquele momento, tomando vinho e chorando, chorando muito. Eu Descobri outra forma de sofrer. Ao invés de vinho, foto e música antigas; vinho, música antiga e mensagens que foram trocadas pelo facebook.  E, depois, para anestesiar a dor do que se foi, eu olho as fotos do presente e colocando tudo isso em uma balança o que mais pesa é a felicidade do momento que estou vivendo. Futuramente será um passado bem melhor do quê aquele que já passou.

sexta-feira, 15 de junho de 2012

ESCLARECENDO AS COISAS

Depois que eu passei dos vinte e cinco parece que me transformei em outra pessoa. Acho que aprendi o valor do amor: parei de desperdiçar e comecei a valorizar. Nada como a reciprocidade.  Amor incondicional é de pai, mãe e filho, e olhe lá.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

SIMPLES ASSIM


Gosto dos dias comuns, que não me trazem lembrança alguma. Apenas despertam o desejo do novo, a vontade de fazer acontecer coisas que eu quero que fiquem no presente e quando virar passado não seja uma lembraça muito dolorida. Não gosto de nenhuma data comemorativa. Gosto dos dias comuns e de Sol!!!

quarta-feira, 28 de março de 2012

DEPOIS DE VOCÊ OS OUTROS SÃO OS OUTROS E SÓ

          Todos nós, principalmente do sexo feminino, temos uma história de amor para contar. Uma é modéstia, temos várias! Todos já sofremos algum dia por esse sentimento inevitável que parece trazer mais tristeza do que alegria. Todos temos um coração nômade decepcionado e cheio de esperança. A esperança de que um dia ele deixará de ser nômade. Uma frase que exemplificava perfeitamente o meu estado amoroso era a seguinte: Estou sempre apaixonada, mas nunca é pela mesma pessoa. 
Mas o que é o amor??

15 anos:
Meu primeiro amor, o inesquecível Geraldinho. Até hoje os amigos lembram daquele amor louco.
Eu e Karine (uma amiga da época da escola) discutimos esses dias porque ela não se conforma que Geraldinho era e ainda é a cara do Paulo Ricardo. 

 "Eu sei que pra você eu fui apenas mais uma
enquanto você pra mim foi o primeiro, talvez o último.
O meu beijo, comparado a tantos, pra você não tinha nem sabor
O teu, comparado ao de ninguém, pra mim tinha gosto de amor

O meu beijo entre tantos ficou perdido
O teu pra mim foi inesquecível.

Em um ano e poucos meses que eu te amo
você me fez feliz 15 minutos
Em quatorze anos de existência
aqueles foram os quinze minutos mais felizes da minha vida.

Foram 15 minutos me alimentando de teu beijo
15 minutos sentindo teu calor
15 minutos matando meu desejo
15 minutos num sonho de amor.

Os  quinze minutos mais felizes da minha vida
foi você quem proporcionou

Pra você ter noção de como eu fui feliz...
...eu trocaria a eternidade longe de ti
por aqueles 15 minutos ao teu lado, nos teus braços.
A eternidade... por apenas 15 minutos
           Só 15 minutos!!! "

          Para o Geraldinho eu não escrevi uma poesia, eu escrevi um livro.
          A adolescência passou, o Geraldinho passou e começou a dar espaço a novos amores. Veio o Vandinho. A sensação que eu tinha ao vê-lo era um pouco diferente do que eu sentia pelo Geraldinho. Ai o Vandim!!! Vandim era indeciso entre eu e uma menina chamada Suelen. Acabou casando e tendo uma filhinha linda com Amanda. História engraçada! Parece a "Quadrilha" de Carlos Drumont de Andrade.
          Na era do Maninho eu já estava mais mocinha, mais safadinha, mais... Esse investiu na tora do cabaço mas nada conseguiu. Aí veio o Berval, 35 anos e eu 18, adorava aquela diferença de idade. Depois veio o Sérgio, cachorro, que mantínhamos um relacionamento aberto e engraçado. E aos poucos eu fui aprendendo a diferenciar os sentimentos. Mas confesso que até hoje continuo enrolada com eles.
A minha lista foi se intensificando depois que eu passei a frequentar vaquejadas. Como eu namorei!!! Que saudade dos velhos tempos, da turma de gatos da mineirolândia, do Aderaldo... Aderaldo era um escândalo de beleza. Mas eu não cheguei a me apaixonar, apesar de todos os dias ficar mais de 30 minutos conversando com ele por telefone. Eu era apenas encantada com tanta beleza.
          Minha mãe morreu e eu fiquei carente. Muito carente!!! Em Fortaleza me diverti com Zhouyu. Gostava da simplicidade dele. Estar no apartamento dele, na praia do futuro, em frente a croco beach era espetacular, mas o que me cativou era ele estar no meu singelo kitinet, por livre e espontânea vontade. Ele chegava naquele pajero chamando atenção de toda vizinhança que achava que eu fazia programa (eu virgem), e gritava: Berreca! Berreca! Eu descia a escadaria, abria o portão, ele entrava, abria a geladeira, pegava um ovo e cozinhava. Enquanto isso deitava na rede e eu estudava. 9 meses de chove e não molha com Zhouyu, 32 anos e eu 20. Mudei pra beira mar, conheci o irmão do dono da pousada onde eu morava, Giovani, e ficamos um bom tempo. Eu sentia que ele realmente gostava de mim, mas o mesmo eu não sentia por ele. Caí fora no dia que ele me ofereceu um apartamento mobiliado na parangaba e disse que se eu quisesse apenas estudar, eu apenas estudaria. Ele ficaria morando com a mãe dele que era idosa e comigo. Eu corri quando vi minha liberdade a um passo da prisão. Nesse meio tempo decidi torar meu cabaço. Pensei em contratar um gogoboy mas lembrei do meu vizinho Lima, 35 anos, gente fina, me dava muito bem com ele. De vez enquando dava uns amaço mas era coisa sem objetivo. Um certo dia estava tomando banho e pensei: 21 anos. Já chega! Vou torar esse cabaço hoje. Peguei uma toalha, me enrolei e bati na porta de Lima. Ele abriu a porta, olhou pra mim e disse: Fala nêga! E eu séria, olhando bem nos olhos dele disse: Tá afim de torar um cabaço? Ele ficou meio sem jeito, perguntou se eu tinha certeza e foi. Foi perfeito! Tenho ótimas lembranças daquele fim de tarde. A primeira vez tem que ser sexo. Da segunda em diante é amor.  Depois conheci o Geovani, um garçon muito bonitinho, mas um moleque, estilo o que hoje eu nem ao menos olho; eu sofri por Giovani. Morávamos na mesma pousada. Fui embora para esquecê-lo. Cheguei em Juiz de fora e o esqueci com Marcelo. Esse foi amor. Amor desses que faz a gente perder a cabeça. Que faz a gente fazer loucura. Enfim, fui embora pra São Bernardo pra esquecer Marcelo e me apaixonei por "ELE" e não esqueci o Marcelo. Fiquei perdida!! "ELE" era um homem de verdade mas casado. Foi a minha perdição. Os meus pecados reunidos de uma única vez. Era amor!! Sofri, chorei, fui feliz e decidi por um fim. Ninguém constrói uma família destruindo outra. Fui embora para esquecê-lo. Virou rotina essa história de ir embora para esquecer. Cheguei em Búzios não me apaixonei mas tentei me envolver com alguém pra esquecer ELE. Tive um filho: Miguel Arthur! Minha produção independente. O nêgo mais safado e mais gato do mundo!! Me abstive de relacionamentos por 1 ano e 4 meses. Quando conheci Leandro. Ele se infiltrou na minha vida e em três meses conseguiu me tirar da minha abstinência. Me cativou, deu atenção, cuidou de mim... e quando conseguiu o que queria se afastou. Eu chorei, sofri... Aos poucos ele foi sumindo da minha vida até que eu pus um fim. Mas não desisti. O que eu sentia por ele era algo inexplicável. Ele me conquistou. Eu tinha necessidade da presença dele, mas ele não queria mais me dar atenção. Eu fui fiel 9 meses a um relacionamento que nunca existiu. Até que dei um basta! Em uma semana eu estava nos braços de outro. O outro!!! O que eu senti por esse outro não foi nada demais, até porque eu estava saindo de um relacionamento que nunca existiu que me deixou arrasada, decepcionada, desiludida... Mas eu fiz um trato comigo, que eu não ia desistir e dei a oportunidade ao outro. O outro também eu não tinha muita empolgação. Era apenas um momento passageiro, afinal, ele só tinha mais três dias no país e ia voltar para NY onde ele morava. E sem muitas intenções decidi ficar com ele. Saímos junto com um amigo que o acompanhava na viagem. Cantamos, jantamos, nos beijamos e ponto. A história era pra terminar aí. Mas contrariando o óbvio, contrariando as expectativas, contrariando as possibilidades... eu aceitei o convite de ficar mais um dia com ele, antes dele viajar, no rio de janeiro. Conheci-o no meu trabalho em uma segunda, saímos numa terça e viajamos numa quarta; foi a maior loucura que eu já fiz na minha vida. Quando acabou o terceiro dia, não acabou; ficou uma promessa suspensa no ar de seu regresso simplesmente para me ver. E ficamos dois meses nos falando todos os dias pelo Skype. A promessa foi cumprida e ele veio passar apenas 5 dias comigo em Búzios. Inacreditável mas aconteceu! Mais dois meses nos falando apenas por skype e telefone. Já estávamos íntimos. Patrick já não era mais um desconhecido. Era meu namorado apaixonado. Me alimentou de declarações e ações.  Depois de dois meses de sua última vinda ao Brasil, nos encontramos em Fortaleza. 12 dias dividido entre fortaleza e canoa quebrada. Percebi o porquê fui fiel todo esse tempo. Porque eu estava me apaixonando. Cada um para o seu lugar e três meses depois nos encontramos na África. Ele me levou pra passar um mês com ele em Durban. Foi inesquecível. Parei de escrever. Ele colocou em dúvida todo o amor que eu senti dos meus 15 aos 25 anos. Hoje eu sinto algo que eu nunca senti na minha vida e não sei explicar. Ele me faz feliz, ele me entende, ele confia em mim, faz coisas que nenhuma outra pessoa faria por mim e por meu filho. Ele se preocupa, resolve meus problemas, me ajuda a viver, me dá opções de caminhos quando eu não sei pra onde ir, ele se faz presente na minha vida a cada segundo mesmo com toda a distância que há entre nós. Às vezes eu tenho medo de tanta felicidade. Ele parece não existir. Todos os outros tem algo em comum, ele é diferente. É carinhoso, amoroso, preocupado comigo. Hoje eu sei o que é amor. E se um dia isso acabar, eu terei essa lembrança de amor.
Acho que devemos rever os nossos conceitos de amor. Amor incondicional é somente de pai, mãe e filho e olhe lá.
Como se ama alguém que nos despreza ou não faz tanta questão da nossa presença? Como querer alguém que não quer a gente? Como cresce um amor que não é alimentado, que não é cultivado?
Vamos rever o nosso conceito de amor.

Meu coração não é mais nômade

AINDA É CEDO

Ainda é cedo pra dizer: Eu te amo
mas não pra dizer que quero você
Ainda é cedo pra dizer que você não sai da minha cabeça
mas não pra dizer que não consigo te esquecer

Ainda é cedo pra me entregar
mas não pra te conhecer
ainda é cedo pra namorar
mas não pra ficar com você

Ainda é cedo pra muito coisa
menos pra mim e você

Vamos aproveitar enquanto é cedo
não deixemos o tempo passar
Vamos perder o medo
perder o medo de amar

Se agora é cedo
depois pode ser tarde demais
O que o tempo leva
o vento não traz.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

COM VOCÊ OU SEM VOCÊ

Com você ou sem você
os pássaros continuarão a cantar
as flores continuarão a desabrochar
e o Sol, de vez enquando, a aparecer.

Com você ou sem você.
Nada irá parar
a vida continuará
queiramos ou não isso entender.

O que realmente importa permanecerá
com você ou sem você.
Porque não podemos restringir o universo a um planeta.

Nao há tempo a perder
Nao há o que esperar
se você escolheu ser cometa.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

ROMANCE PROIBIDO

Eu, não sou pronome pessoal do caso reto.
Sou verbo transitivo à procura de um objeto...
encontrei mas o perdi.
Meu objeto direto, indiretamente invadiu minha vida
transformando-a em versos.
E eu que pensei estar vivendo uma poesia.

Foi um romance cheio de interrogações
mas na ausência das respostas
apenas exclamações às reclamações que eu fazia.

Depois de tantas vírgulas, obrigatoriamente um ponto final...
...mal colocado,
em uma história, mal acabada,
de uma amor mal vivido,
de um sentimento sem sentido.
Um romance proibido!!!

ECLIPSE

No lamento da noite as estrelas choram angustiadas a falta que você me faz
porque elas não são mais o grande cenário que sela o nosso amor.
Já não são apontadas e nem comparadas as nossas declarações eternas
e nem ao nosso amor infinitito que por culpa do destino chegou ao fim.

(Culpa sua para mim. Culpa minha para você.
Culpamos o destino para não culparmos nós dois)

E assim seguimos, em frente, por caminhos diferentes.
E os nossos olhares, como a Lua e o Sol,
se encontram num eclipse constante e raramente,
e ficam à espera, do tempo que passa lentamente,
por um novo eclipse amoroso.

SONHANDO ACORDADA

Nem tudo é como a gente espera
As pessoas quase nunca tomam as atitudes que a gente deseja
Porque a vida não acontece como a gente planeja.

Eu nao recebi todos os abracos que quis
nem todos os beijos que sonhei
Apesar de tudo fui muito feliz
mas hoje acordei...

...acordei pra uma realidade sonhada
e continuo sonhando,
mesmo acordada.

Um dia eu amei
Hoje, estou disposta a também ser amada.
O que eu perdi, eu já perdi.
Quero ser feliz com o que eu encontrei
      e mais nada!!!

domingo, 15 de janeiro de 2012

A MIGUEL ARTHUR

A tristeza que tenho
eh decorrente do medo que sinto...
...mais nada.
No fundo eu estou muito feliz!
...e em relacao as lagrimas,
eh que eu perdi o controle da divergencia dos meus sentimentos.
Estou sempre te esperando ansiosa
como quem espera pelo Sol
apos dias e dias de chuva.

AMOR PROIBIDO

O que nao era
de repente passou a ser
E o que se tornou naquele tempo
hoje ainda eh o que era:
... da mesma forma
... do mesmo jeito
... com a mesma intensidade.

E o descontrole existente
por consequencia das circunstancias
se tornou inexistente
por causa da distancia.

Se ha volta ou recomeco, isso eh um acordo
entre a LEMBRANCA,
a CONSCIENCIA
e a SAUDADE.

ÚLTIMA CONDUÇÃO

Nosso silencio pairava em meio a tanto barulho.

Minha boca nao falou
mas meus olhos e minha mente nem por um segundo se calaram.

Pena que voce nao quis escutar.

Se tinhamos algo para falarmos
nos privamos de ouvir-nos
ese tinhamos algo para ouvirmos
nao nos propusemos a falar-nos.

Em meio ao nada pensamos em tudo
e apesar de tudo nao dissemos nada.

Paramos nosso eterno momento
em um breve espaco de tempo que passou.
Era tao grande e verdadeiro o sentimento quanto era triste a dor.

Nao sei se morreu a esperanca
mas tenho a certeza que apesar de tudo
continua vivo o amor.

(poesia escrita ha alguns anos. A semente nao germinou.)

domingo, 8 de janeiro de 2012

SONETO DO "AMOR SEM FIM"

Comparemos o infinito, o eterno amor
a nada que seja permanente
a tudo que passe apressadamente
como o desabrochar de uma bela flor.

Comparemos este mesmo amor
a vida que passa imperceptivelmente
a morte que de repente chega de repente
a um lindo sonho que criou asas e voou.

E nao ouse de mim discordar
criatura alguma que nao sabe o que e amar,
criatura alguma que na vida nunca amou.

O amor foi, eh e sempre sera
o que chega pra ficar
mas tudo o que deixa eh lembranca, saudade e dor.