Tudo o que ela queria é que aquela mentira passageira fosse uma verdade duradoura e que a ausência do que não existia se tornasse uma realidade presente e constante em sua vida. Mas como assim não era, decidiu seguir em frente deixando muita coisa pra trás, sem sofrimento e sem arrependimento; pois como ela mesma dizia, um final é sempre sinônimo de um novo começo, e um novo começo é sempre uma nova oportunidade para ser feliz.

Quem é ela? Eu!

domingo, 11 de dezembro de 2011

INTENSAMENTE

Sou intensa e assim eu vivo:
Intensamente!

Nao sei negar a mim o que anseio.
Nao resisto as minhas vontades, nao mato de fome minhas ilusoes.

Nao sei me doar pela metade.
Sou 8 ou 80. Tudo ou nada.
Gosto do inteiro, do esdruxulo.

Absorvo cada detalhe dos momentos e dos sentimentos intensos que eu vivo,
de tal forma, que, ate uma simples fragrancia,
faz de um passado distante, um presente continuo, por uma fracao de segundos;
e eu vivo aquilo outra vez como se nunca tivesse acabado, como se tudo permanecesse;
quando na verdade nada mais eh
que um simples delirio do olfato,
uma eterna saudade na lembranca ja quase esquecida.

Amar eh um verbo que eu estou sempre conjugando no presente
mas ele sempre vira passado: estou sempre apaixonada mas nunca eh pela mesma pessoa.

Eu amo tao intensamente que chego a morrer de amor...
depois eu ressuscito pra morrer de novo e assim ressuscitar de novo.

E acreditem: eh amor. Eu sei amar!
Porque o amor, por chegar ao fim, nao deixa de ter sido amor.
Ele eh como uma semente, que voce planta para um dia colher
mas que morre se voce nao cuidar.

                                                                                       Rebeca Araujo

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